terça-feira, janeiro 21, 2014

O "Dux" da Praia do meco

Sete jovens foram à Praia do Meco de noite envergando o traje académico.
Seis destes morreram afogados. Levados por uma onda, supõe-se.
Sobreviveu um: o "Dux", o chefe máximo das praxes na Universidade Lusófona.
O Dux não disse a ninguém o que se passou. Ignorou os apelos de pais e mães desesperados, afogados na dor de perder um filho ou uma filha, sangue do seu sangue.
Saber o que se passou não lhes mitigará o sofrimento, é certo, mas as trevas também não ajudam a fazer o luto.
As praxes são uma  forma de violência.
Um ritual de passagem que não contribui em nada para a formação dos jovens universitários.
Interiorizar que a humilhação é uma forma de afirmação social só contribui para que este país se torne ainda pior do que já é.
Perderam-se seis vidas.
Ganhou-se o quê?
Silêncio.
Um silêncio gélido e negro.
O silêncio das máfias e da ignorância.
Somos todos culpados de olhar para o lado e assobiar.
Tornaremo-nos cúmplices se não gritarmos bem alto:
"Proíba-se esta vergonha das praxes!" 

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